Não, se toque
Deus renegou aquele lugar. Fedia a cu de mendigo e perfumes baratos que disfarçava o suor para as moças noturnas. Apenas três restaram da saturnal no Meia-Boca Bar Motel. Gatos pingados, escória da escória.
Cássio estrebuchado na mesa se delicia de cada gole daquela cerveja quente, não por ela ter algum gracejo de ser puro-malte ou qualquer aprimoramento de sua cevada; era a última que o pobre podia pagar. Olhava pela janelinha que havia pro quintal do bar, dava pra ver as estrelas por ali, mas se lastimava por não conseguir mais ver a beleza delas. Em estado de melancólica sente seu ombro ser cutucado.
_ Ei, bonitão.
_ Não tenho dinheiro, vá pastar – Disse sem ao menos olhar para trás.
_ Não quero seu dinheiro, meu lindo. Quero você está noite.
Ouvindo essas palavras sentiu a necessidade de olhar, entrou em choque profundo ao reparar na mulher exuberante de traços que o queria. Peitos, bunda, coxas... um primor. Usava batom vermelho pra enfeitar os lábios e corou também as bochechas com algum pó. O que pra Cássio não era requisitos; o corpo já falava por si.
_ Jesus! Nunca bebi ao ponto de delirar, isso é novo pra mim – Falou Cássio sem evitar de esfregar os olhos.
_ De uma coisa eu sei, sou real, estou aqui. Vou aceitar isso como um elogio.
_ E por que diabos você está aqui?
_ Por você, apenas por você. Quero dizer, na verdade não só por você. Quero o seu pinto, quero que me coma hoje e agora.
_ Eu bati a cabeça e não me lembro. Sendo ou não sendo real vou aceitar, não me resta muito a se fazer por aqui.
_ Fico feliz que tenha aceitado. Vamos a até meu apartamento, é bem aqui do lado.
Realmente era exatamente do lado. Por mais que aquela pocilga fosse uma parte desonrosa da cidade, teve corajosos que fizeram prédios e até estabelecimentos chiques nas redondezas. Por algum motivo aquela área era a mais movimentada da pacata cidade.
Caminhando lado a lado os dois, ela exageradamente trocando carícias, beijando o corpo dele, roçando as suas peles, ele por outro lado dava certa atenção para o que ela fazia, mas retribuía com vergonha de estar sujo e exalando morte. Cássio já estava sóbrio ao ponto de ver a estranheza daquela situação.
_ É aqui, entre por favor – Pediu a moça.
Era um apartamento impecável de arrumado, meio minimalista, com teto alto e sem nenhum tipo de divisórias; todos os cômodos em uma coisa só. Mas Cássio só pensava em como aquele lugar era limpo, sem poeira, sem tenhas de aranhas, sem nenhuma mancha se sangue ou sêmen.
_ Uau, esse lugar brilha – Ele estava deslumbrado pela comparação drástica.
_ Que bom que gostou, gatinho.
Ela o deixou e foi pegar uma cadeira que ficou distante de todas as outras do jogo. Pôs na frente da cama e não disse absolutamente nada. Foi em direção a cama e subiu em cima, começou a se despir completamente sem pressa alguma; parecia que ela tinha todo tempo do mundo em seus movimentos. Seus peitos eram firmes e sua bunda carnuda. Sua buceta tinha tufos, mas bem aparados. Seu olhar era autêntico e real.
Estranhamente Cássio sentiu sede instantaneamente. Não a sede convencional por água, precisava de algo mais puro, como ela. Estava acostumado a foder com moças de rua, com miomas na vagina ou algum caroço ou bolha no local. Não aguentando mais se rendeu a sede, tirou a camisa e foi tê-la nos braços. Chegou a toca-la, mas foi repreendido.
_ Sente-se ali na cadeira primeiro.
_ Na cadeira? Por que?
_ Vai ser rapidinho, eu prometo.
Foi se sentar como um cão com o rabo enrolado entre as patas. Indo de costas para não perder nenhum segundo daquele espetáculo.
_ Seu pau tá duro?
_ Tá ficando.
_ E você quer me foder?
_ Deus! Como eu quero.
Ela deitou na cama como uma pintura renascentista, delicadamente como se seu corpo fosse tão frágil que aquele lençol de seda poderia cortá-la. Pediu então que ele se acomodasse e tirasse as calças. Ele atendeu ao pedido, porém entendeu aquilo como um convite para a cama. Novamente foi repreendido.
_ Eu sei que você quer meu corpo, que você quer colocar seu enorme pinto na minha boca... - Com a mão direita brincou com os lábios carnudos vermelhos como o inferno. Fez uma pausa, curtinho o que estava fazendo com os dedos, e voltou-se a ele - Com os meus peitos...
Fez outra pausa, deitou se de costas pra cama, e apertou os dois peitos com as duas mãos, parecendo que eram duas montanhas sendo esmagadas por um gigante, e essas montanhas ficavam achatadas como se fossem duas caixinhas de achocolatado.
Passou se um tempo, o que parecia que em meio a essas pausas ela se esquecia completamente dele. Por fim completou:
_ E com a minha apertada bucetinha. - Sentou-se na cama como um bebê que, como não sabe andar e nem engatinhar, fica por ali mesmo sentado com as pernas abertas. Cuspiu com gosto nas mãos, como se fosse fazer aqueles apertos de mãos que marcam um pacto. E sem pressa, sem pressa alguma, desceu-lhe os dedos molhados até seu buceta que já estava molhada há algum tempo.
_ Você é tão gostosa. Deixa eu te tocar? Deixa eu meter o meu pau grosso nessa sua buceta de virgem de tão apertada que parece?
_ É isso que você quer, não é? Se sentir afagado, quer o aconchego que eu posso te oferecer, que a minha bucetinha pode te oferecer.
_ Sim, quero muito! Eu vou te foder tanto garota.
Nesse ponto ele estava já com a mão no pau fazendo o que ele já estava familiarizado a fazer. Ela sabia que ele não ia aguentar muito tempo.
_ Pare, bote as mãos nas coxas. Apenas me veja, apenas pense em mim.
_Por que? Você sabe o que eu quero e acho que você quer o mesmo.
_ Você é um merda, se você tivesse a chance você iria gozar em mim em segundos – Ele agora já não queria mesmo pôr a mão no pau; ficou magoado – Você quer se sentir acolhido, como se enfiar seu pau na minha vagina fosse o mais próximo de você voltar para o útero de sua mãe, como se você fosse uma criança com medo do escuro antes de dormir e se afundasse entre o vão que há entre a cama e a parede. Não vou alimentar suas inseguranças. Você fede e sabe, você está imundo e não faz nada a respeito. Gasta seus únicos trocados em putas sujas como você.
Ele sentiu agora seu pau amolecendo igual a sua moralidade. Não queria estar ali, queria cruzar a rua, ver se algum dos outros dois bêbados do bar tinham dinheiro em seus bolsos e roubar; talvez com sorte conseguiria pagar uma puta que estivesse cobrando barato por não ter tido muitos clientes.
_ Ei, olha pra mim – Ele olhou – Eu sei que você pode ser melhor do que isso, basta apenas começar a tomar uma escolha certa atrás da outra. Não é fácil, mas você pega o jeito.
_ Não entendo, por que você está fazendo isso comigo?
_ Não importa. Põe a mão no seu pau de novo.
_ Mas e o que você disse?
_ Ponha!
Ele pôs.
Agora ela voltara a assumir aquele ritmo de sexualidade de outrora.
_ Quer me foder? Você me foderia forte, certo? Com esse pau enorme acho que você me empalaria. Só isso que você tem pra me dar? Não, eu quero mais, mais! Goza essa porra toda em mim vai.
Não demorou muito e ele já estava onde tinha parado antes; o vulcão iria entrar em erupção a qualquer momento. Bastava mais uma ordem dela, mais um toque gentil que ela fazia em si mesmo, e ele estaria em orgasmos.
_ Pare! Agora, pare!
Ele não queria, era bom demais para ficar guardado em suas bolas, tinha de ser liberado.
_ Eu disse pra você parar!
Visto o tom de voz que disse essas palavras, voltou a si e colocou as palmas das mãos nos olhos. Começou a chorar.
_ Ei, como você se sente?
_ Zangado... com você e mais ainda comigo.
_ Não, como você se sente?
_ Triste... não sei. Querendo colocar uma bala no meio do meu crânio.
_ Não porra! Como você realmente se sente?
_ No controle... estou no controle.
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